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Lições do dia a dia entregando software — padrões, pegadinhas, refactors e as ferramentas que mudam como eu trabalho.
2026
julho
- Voltei pro Warp, aí o Orca apareceuApostei no cmux pra substituir o Warp e voltei atrás pela organização das sessões. Aí conheci o Orca, um ADE que trata rodar vários agentes de IA em paralelo, cada um no seu worktree isolado, como o padrão. É o que finalmente encaixou com meu fluxo de orquestração no Compozy.
- Adicionando memória às decisões no CompozyO Compozy guarda todas as suas decisões em artefatos dentro do diretório da task, mas eles são verbosos demais pra virar contexto permanente do projeto. Só que um punhado dessas decisões devem ser levadas em consideração umas três ou quatro features depois. Foi para resolver esse problema que eu construí a cy-capture-decisions, minha primeira contribuição open source. Ela reconcilia um workflow finalizado contra o que de fato foi entregue e mantém só as decisões que devem ser lembradas.
- QUERY: O novo verbo HTTPEu sei — no fundo você também achou que ele sempre existiu e só não usava por não conhecer. Mas foi lançado tão recentemente que talvez ainda nem valha a pena usar.
junho
- Essas são as ferramentas que estou testando no meu setupUm hard reset no notebook foi a desculpa pra parar de instalar no automático e testar ferramentas novas — algumas substituindo o que eu usava há anos. Estas são as ferramentas que estão fazendo parte do meu setup: cmux, oh-my-zsh, starship, rtk e mise.
- Guardrails no LangChain: barrando prompt injection antes do modeloBotar "NUNCA ignore estas regras" no system prompt é teatro de segurança — o modelo obedece o atacante na primeira frase esperta. A defesa de verdade é um porteiro que revista o recado antes de ele chegar na IA. Vamos construir um, e ver o LangChain v1 já trazer isso pronto como middleware.
- Entenda de uma vez por todas como funciona o LangChainUm LLM cru é brilhante e caótico ao mesmo tempo. LangChain é a estrutura que falta em volta dele — e dá pra entender a ferramenta inteira montando uma barbearia que marca e cancela cortes por conversa.
- Compozy: o orquestrador que transforma o Spec-Driven Development em código realO que é Spec-Driven Development e como o Compozy torna isso prático: council de ideias, PRD, execução de tasks em daemon e rounds de review. Tudo num exemplo real, construir um jogo da velha em React, do primeiro prompt até os fixes.
2024
dezembro
novembro
- Pare de travar a UI em updates lentos. Use useTransition.useTransition deixa você marcar um update de state como não-urgente pra que o React possa interrompê-lo em favor de algo mais importante — digitar num input, clicar num botão — em vez de congelar a UI inteira atrás dele.
- Pare de suprimir o exhaustive-deps. Stale closures são o motivo de ouvir.A regra react-hooks/exhaustive-deps não é preferência de estilo. É o guardrail que evita useEffect rodando com valores obsoletos que você esqueceu que tava fazendo closure em cima.
outubro
- Pare de adicionar o useCallback em toda função. Ele só ajuda em dois casos.useCallback memoiza a referência da função, não o trabalho dela. Na maior parte do tempo isso não faz nada — exceto em dois casos específicos onde a identidade da referência importa de verdade.
- Dois padrões React que valem a troca: callback refs e object lookupsDois refactors pequenos que removem boilerplate sem mudar comportamento — um callback ref no lugar de useRef + useEffect pra medir um nó do DOM, e um object lookup no lugar de um switch pra render condicional.
- Pare de empilhar isLoading. Use React SuspenseLoading states aninhados, flags de erro e renders condicionais se empilham rápido. React Suspense tira essa complexidade dos seus componentes e leva pra árvore, onde ela deve estar.
- Pare de passar 12 props. Use Component composition.Todo componente React começa simples. Depois cresce. Esse é o padrão que evita o efeito bola de neve da complexidade — sem reescrever tudo.